Novembro 05 2009

ÁLVARO DE CAMPOS - POETA MODERNISTA

 

ASPECTOS BIOGRÁFICOS

 

  • Nasceu em Tavira, em 15 de Outubro de 1890;
  • Fez o liceu em Portugal e o curso de Engenharia na Escócia.;
  • Engenheiro naval (por Glasgow), vive em Lisboa;
  • Viajou pelo Oriente (dessa viagem resultou o Opiário);
  • Alto, magro e com tendência a curvar-se (elementos retirados da carta a Adolfo Casais Monteiro, 1935).

PERSONALIDADE LITERÁRIA

 

Poeta modernista, sensacionista, a sua poesia tem três fases: decadentista, futurista e intimista.

 

FASE DECADENTISTA:

 

- tédio e horror à vida

- “nostalgia do além”

- “embriaguez do ópio e dos sonhos”

- fuga à monotonia

 

FASE FUTURISTA:

 

- exaltação da civilização mecânica e industrial

- procura de sensações fortes e modernas

- “apologia de um novo homem, isento de dor, livre”

 

FASE INTIMISTA:

 

- reminiscências do mundo fantástico da infância

- solidão interior, angústia existencial - cepticismo e dor de pensar

- tédio, náusea, desencontro consigo mesmo e com os outros

- fragmentação interior

 

LINHAS TEMÁTICAS:

 

  • Predomínio da emoção espontânea e torrencial;
  • Elogio da civilização industrial, moderna, da velocidade e das máquinas, da energia e da força, do progresso;
  • Poeta virado para o exterior, tenta banir o vício de pensar e acolhe todas as sensações (segundo a lição do seu Mestre Caeiro);
  • Ansiedade e confusão emocional; angústia existencial, sentido do absurdo;
  • Tédio, náusea, desencontro com os outros;
  • Presença terrível e labiríntica do Eu de que o poeta se tenta libertar;
  • Fragmentação do Eu, perda de identidade;
  • Excitação da procura, da busca incessante.

 

ARTE POÉTICA DE ÁLVARO DE CAMPOS:

 

  • Presença de um estilo biográfico;
  • Verso: decassílabos agrupados em quadras (Opiário);
  • Verso livre, longo;
  • Estilo esfuziante, torrencial, dinâmico;
  • Estilo exclamativo, anafórico, interjectivo, com recurso às apóstrofes e enumerações;
  • Comparações, metáforas e antíteses arrojadas.

 

ÁLVARO DE CAMPOS É:

 

  • o sensacionista das grandes odes à civilização moderna com todas as emoções que contém;
  • o cultor das sensações sem limite - "Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!";
  • o poeta da energia, da velocidade e das máquinas, da vitalidade e do progresso;
  • o modernista por excelência, que concebe a arte assente na ideia de força, do ímpeto, da fúria e da emoção espontânea;
  • o poeta de estilo impetuoso, febril e do verso torrencial e livre.
publicado por esjapportugues12 às 15:31

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